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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A propósito do concerto de Panda Bear na Casa da Música

Ontem à noite fui ver o Panda Bear à Casa da Música. Ver o Panda Bear é uma força de expressão. É mais correcto dizer: tentar ver o Panda Bear. Apesar de me encontrar num óptimo lugar, durante os 90 minutos que durou o concerto consegui ver o senhor, vá lá, durante uns bons 20 minutos. Porquê? Por causa do fumo.

Com a sala preenchida a um terço, mesmo que todos os espectadores presentes tivessem fumado 2 maços de SG Filtro durante aquela hora e meia, não eram capazes de produzir 10% da quantidade de fumo que envolveu os dois músicos durante quase todo o concerto.
A coisa torna-se mais ridícula quando, nos tempos que correm, é expressamente proibido fumar nas salas de espectáculo. Além de se ter perdido a tradição do singular charrito a meio do concerto chegamos ao cúmulo de, caso se acenda um cigarro clandestino no meio da audiência, vermos cair em cima do infrator a corporação de bombeiros de serviço no local, como se estivessemos a meio de um Benfica-Sporting.

Já tinha vivido uma situação parecida no Coliseu do Porto. Mas como aconteceu naquele que foi, com toda a certeza, o pior concerto que vi em toda a vida, a coisa não foi grave. Apesar dos avisos de alguns amigos que se preocupam com o meu bem-estar e quando todas as circunstâncias aconselhavam a ficar em casa, comprei bilhete para ver os Sisters of Mercy. E apesar de o cartaz indicar o nome da banda e as críticas dos dias seguintes mencionarem o evento, pela parte que me toca podia bem ser o Trio Odemira a cantar o This Corrosion em playback. Durante 90 minutos, o palco do Coliseu parecia a batalha de Alcácer-Quibir. Não se via puto.

Caros Senhores dos Fumos das casas de espectáculos, nos anos 50 o Elvis subia para um estrado com uma guitarrita á tira-colo, uma pandeireta e um contrabaixo, começava a gingar as ancas e o nível de humidade da sala atingia níveis nunca vistos. E não precisava de fumos. Se quisermos ver gajos a sair do meio de fumo, vamos assistir ao Frei Luís de Sousa ou vamos saltar fogueiras no S. João.

Percebido?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Radio Dupond - Destaque da Semana


Esta semana, destaque duplo para as visitas dos Grizzly Bear, quinta-feira no Coliseu do Porto, e dos XX, sexta-feira, na esgotadíssima Casa da Música (sacanas...).

terça-feira, 30 de março de 2010

Radio Dupond - Destaque da Semana


Destaque da semana para a próxima visita de Lisa Germano à Casa da Música para promoção do seu último CD, Magic Neighbor, editado em 2009.

terça-feira, 9 de março de 2010

Radio Dupond - Destaque da Semana


No próximo dia 15, os Yo La Tengo estarão na Casa da Música para promover o novo Popular Songs. Este álbum está em destaque, esta semana, na Radio Dupond. Mesmo aqui ao lado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Agenda

7 de Abril na Casa da Música.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Agenda



Casa da Música, 26 de Maio

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Come a papa, Joana, come a papa


Há 2 tipos de discos de versões: as versões dos próprios que permitem uma abordagem diferente a obra já publicada (por exemplo, os excelentes Fragments of a Rainy Season de John Cale ou The Mix dos Kraftwerk), e as versões de terceiros.

Por sua vez estes dividem-se em 3 grupos a saber: os que ajudam a definir uma carreira (Kicking Against The Pricks de Nick Cave ou Satisfied Mind dos Walkabouts), os abaixo-de-cão-mais-valia-estares-quieto (Counterfeit de Martin Gore ou My Beauty de Kevin Rowland), e os que não aquecem nem arrefecem (Pin-Ups de David Bowie ou Nineteeneighties de Grant Lee Phillips).

O disco Cover que Joan Wasser utilizou como base do seu espectáculo de Sábado na Casa da Música insere-se nesta última categoria. Felizmente para todos que estiveram presentes, o disco resulta muito bem ao vivo, apoiado por uma interpretação sóbria de Joan Wasser e Timo Ellis (e um gravador de cassetes), e com três ou quatro novas (boas) canções a comporem o alinhamento juntamente com momentos altos dos dois discos anteriores (como To Be Lonely ou o magnífico The Ride).

A sala 2 da Casa da Música encontrava-se com menos de meia lotação no momento do início do concerto (ás 22 horas, em ponto) mas compôs-se apesar de ficar longe de encher. É compreensível. Para um público habituado aos horários absurdos dos concertos inseridos no Clubbing, 22 horas é hora do lanche.

(The Great Gig In The Sky, Pink Floyd)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A date with...


...este Sábado, pelas 22h00 na Casa da Música.

Na realidade é uma second date. Mas da primeira ainda não era uma lady, era mais acompanhante. Vamos ver como corre desta vez. Se for tão bom como a primeira já não será nada mau.

(Sweet Thing , Joan As Police Woman)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A date with...


...este Sábado, pelas 23h00 na Casa da Música.

Se fizessem música em 1980 teriam assinado pela Les Disques du Crépuscule, tocado com Paul Haig e Michael Nyman, visto as suas canções incluídas nas compilações From Brussels With Love ou The Fruit Of The Original Sin. E nós poderíamos comprar os seus discos na Jojo's ou numa saltada rápida a Bruxelas.

Que sorte a nossa!

(Another Likely Story, Au Revoir Simone)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

So much to do, so little time...


18 Setembro - The Rakes (Clubbing)

3 Outubro - Au Revoir Simone (Clubbing)

17 Outubro - Joan As Police Woman

(Nite Club, The Specials)