Os pensamentos iluminados de duas mentes brilhantes escorrem pelas páginas deste coiso.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Sandes Bites #3
Em declarações à RTP, Manuela Ferreira Leite afirmou que "espera que próximo líder não seja escolhido pelo aspecto", confirmando a versão de alguns analistas que defendem que a famosa Lei da Rolha pode não ter sido proposta a pensar exclusivamente na crítica aos líderes, mas também nas parvoíces que saem da boca dos ditos líderes.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Sandes Bites #2 - Deve ser da água...
Depois dos 6 meses sem democracia, os 60 dias sem críticas aos líderes... Depois da asfixia democrática, a auto-asfixia. Como diria a Hermínia Silva, "anda Pacheco!"
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Sandes Bites #1
"É possível que quem vê caras não veja...competências, mas olhando o rosto do rapazinho [Rui Pedro Soares], alguém é capaz de justificar o salário que recebia?" Maria Filomena Mónica ao I, cinco minutos antes de receber um telefonema de indignação da direcção deste blogue, que acabou de propôr ao respectivo Conselho de Administração a contratação de Salma Hayek e Monica Bellucci para o Departamento de Distribuição do Café Matinal, mesmo sem consultar os respectivos CVs.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O Lobo Mau, os três Porquinhos e o Capuchinho Laranja
Com um atraso de mais de 30 minutos de modo a acentuar o ambiente melodramático latente nas palavras dos comentadores de serviço, presentes nos três canais de notícias (durante um zapping consegui assistir a um cómico que avançava com um potencial anúncio de demissão do Ministro das Finanças!), Teixeira dos Santos apareceu com cara de caso a anunciar aos portugueses que este é um governo responsável e com princípios, que não cedia no braço de ferro com a oposição no que toca ao dossier da Lei das Finanças Regionais e que, já agora, chutava o assunto para cima e o Senhor Silva que se amanhasse com o dito.
Se o cenário não fosse trágico, o dia de ontem teria sido um dos mais divertidos dos últimos tempos no panorama político português. A esquerda, habitualmente vesga no que toca aos números vindos "de fora" e aos gritos de aqui d'el rei sempre que se fala de uma potencial intervenção imperialista do FMI à imagem do que sucedeu no início da década de 80, nos anos pré-Cavaco, preferiu acusar o señor Almunia de alarmismo ignorar os trambolhões da Bolsa de Lisboa e acusar o Governo de forretice, intransigência e revanchismo político.
À direita, o CDS de Paulo Portas, um rapaz conhecido por possuir um enorme rigor financeiro com um ligeiro calcanhar de Aquiles na zona submarina, andou de braço dado com o resto da tropa fandanga, e o pessoal do PSD, esse grupo de flibusteiros democraticamente asfixiados, liderados pela ex-Ministra das Finanças ex-obcecada pelo déficit, dançou o bailinho da Madeira ao toque de caixa do vice-rei do Funchal. Sinais de de uma política de rigor económico para apaziguar a rapaziada que se chega à frente quando lhes vamos bater à porta de mão estendida? Ora que se lixe!
No meio disto tudo, quem tem razão é o Alberto João. Tenham um bom Carnaval!
Para perceber melhor o que está em causa, aconselho que leiam o comentário de Manuel Carvalho no Público de hoje.
Se o cenário não fosse trágico, o dia de ontem teria sido um dos mais divertidos dos últimos tempos no panorama político português. A esquerda, habitualmente vesga no que toca aos números vindos "de fora" e aos gritos de aqui d'el rei sempre que se fala de uma potencial intervenção imperialista do FMI à imagem do que sucedeu no início da década de 80, nos anos pré-Cavaco, preferiu acusar o señor Almunia de alarmismo ignorar os trambolhões da Bolsa de Lisboa e acusar o Governo de forretice, intransigência e revanchismo político.
À direita, o CDS de Paulo Portas, um rapaz conhecido por possuir um enorme rigor financeiro com um ligeiro calcanhar de Aquiles na zona submarina, andou de braço dado com o resto da tropa fandanga, e o pessoal do PSD, esse grupo de flibusteiros democraticamente asfixiados, liderados pela ex-Ministra das Finanças ex-obcecada pelo déficit, dançou o bailinho da Madeira ao toque de caixa do vice-rei do Funchal. Sinais de de uma política de rigor económico para apaziguar a rapaziada que se chega à frente quando lhes vamos bater à porta de mão estendida? Ora que se lixe!
No meio disto tudo, quem tem razão é o Alberto João. Tenham um bom Carnaval!
Para perceber melhor o que está em causa, aconselho que leiam o comentário de Manuel Carvalho no Público de hoje.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
E as bengaladas?
Isto não se presta a muitos comentários, mas vamos lá fazer um esforço:
1. A cara da senhora atrás da Zézinha Nogueira Pinto no momento em que a palavra "palhaço" é dita pela primeira vez.
2. A confissão de Zézinha que afirma ser a primeira vez na vida política que chama "palhaço" a alguém. Há tantos anos em tão árduo trabalho e só agora é que caiu na realidade. Ainda por cima quando já experimentou diversos lados da barricada. Lamentável.
3. A acusação de Ricardo Gonçalves a Zézinha, afirmando que ela se "vende por qualquer preço". Foi um bocadinho rebuscado mas já vi chamarem "meretriz" a outrém com um bocadinho mais de panache.
4. A triste intervenção do representante do Bloco. Para dizer aquelas banalidades, mais valia terem lá colocado o Avô Cantigas.
(Worst Bastard, Micachu & The Shapes)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Bananas
Segundo o Público de hoje "o presidente do governo da Madeira está a pressionar a direcção nacional do PSD para fazer depender a aprovação do orçamento rectificativo da autorização a dar pelo Governo da República a um empréstimo de 129 milhões de euros que a região pretende contrair."
Para Jardim não é importante se o orçamento rectificativo é bom ou mau para o país e para a generalidade dos portugueses. Nem lhe interessa saber se a estratégia de oposição da direcção do PSD passa pela aprovação ou rejeição do dito orçamento. Jardim está-se nas tintas para a continuidade das políticas do governo chefiado pelo primeiro-ministro que ele próprio classificou de incompetente. Desde que lhe caia a esmolazinha do costume para poder continuar a regar o seu bananal privado. E com a facturazinha a ser paga pelos cubanos, obviamente.
(The Great Rock 'n' Roll Swindle, The Sex Pistols)
Para Jardim não é importante se o orçamento rectificativo é bom ou mau para o país e para a generalidade dos portugueses. Nem lhe interessa saber se a estratégia de oposição da direcção do PSD passa pela aprovação ou rejeição do dito orçamento. Jardim está-se nas tintas para a continuidade das políticas do governo chefiado pelo primeiro-ministro que ele próprio classificou de incompetente. Desde que lhe caia a esmolazinha do costume para poder continuar a regar o seu bananal privado. E com a facturazinha a ser paga pelos cubanos, obviamente.
(The Great Rock 'n' Roll Swindle, The Sex Pistols)
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O PSD, sempre o PSD...
Quando parecia que a quota de insanidade semanal do PSD tinha sido ultrapassada em grande estilo pelas afirmações surrealistas de Manuela Ferreira Leite sobre o primeiro-ministro, dizendo que este se encontra sob suspeita, uma vez que o povo português não conhece o «conteúdo das escutas» das conversas entre José Sócrates e Armando Vara no processo Face Oculta, desbaratando de uma só assentada várias leis da República e chutando para canto a lei do bom senso, eis que da direita baixa surge mais um ataque ao governo Sócrates sob a forma de suspeição, essa arma de arremesso em que o PSD se tornou especialista nos últimos anos.
Numa altura em que Portugal necessitava de uma oposição forte, com propostas concretas para os graves problemas que o país enfrenta, eis que o PSD se lembra de ir desenterrar uma comissão de inquérito à Fundação das Comunicações Móveis com o intuito de denegrir uma das principais bandeiras eleitorais de José Sócrates. Como falta de timing não podia ser pior. As eleições já passaram há muito e o impacto causado pelas eventuais conclusões desta comissão será completamente abafado em função dos putativos benefícios usufruídos pelas criancinhas e pelos seus babados paizinhos. Cobrir-se de ridículo à custa do dinheiro dos contribuintes não deveria ser um dos atributos dos deputados da Nação. Se existem indícios que algo foi feito à margem da lei, entregue-se o caso ao Ministério Público. E proceda-se em conformidade.
Obviamente que o PSD está à espera, ao mandar esta carta para a mesa, de replicar o efeito da comissão de inquérito à Fundação Prevenção e Segurança, em 2001, ao tempo da governação de António Guterres, e que levou à demissão de... Armando Vara. Mas das duas, uma: ou o PSD mostra de uma vez por todas os trunfos que tem na manga e deixa-se das insinuações costumeiras, ou as intervenções dos membros da dita comissão arriscam-se a parecer excertos de episódios dos Ficheiros Secretos.
(Liars A to E, Dexys Midnight Runners)
Numa altura em que Portugal necessitava de uma oposição forte, com propostas concretas para os graves problemas que o país enfrenta, eis que o PSD se lembra de ir desenterrar uma comissão de inquérito à Fundação das Comunicações Móveis com o intuito de denegrir uma das principais bandeiras eleitorais de José Sócrates. Como falta de timing não podia ser pior. As eleições já passaram há muito e o impacto causado pelas eventuais conclusões desta comissão será completamente abafado em função dos putativos benefícios usufruídos pelas criancinhas e pelos seus babados paizinhos. Cobrir-se de ridículo à custa do dinheiro dos contribuintes não deveria ser um dos atributos dos deputados da Nação. Se existem indícios que algo foi feito à margem da lei, entregue-se o caso ao Ministério Público. E proceda-se em conformidade.
Obviamente que o PSD está à espera, ao mandar esta carta para a mesa, de replicar o efeito da comissão de inquérito à Fundação Prevenção e Segurança, em 2001, ao tempo da governação de António Guterres, e que levou à demissão de... Armando Vara. Mas das duas, uma: ou o PSD mostra de uma vez por todas os trunfos que tem na manga e deixa-se das insinuações costumeiras, ou as intervenções dos membros da dita comissão arriscam-se a parecer excertos de episódios dos Ficheiros Secretos.
(Liars A to E, Dexys Midnight Runners)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
O Trotsky do PSD
A propósito da prisão do dirigente skinhead Mário Machado, afirma o monumental Pacheco Pereira no seu Abrupto:
"temos um interessante critério político na "pressa" em evitar a saída de alguns presos preventivos. Alguém, pressuroso, informou os órgãos de comunicação social que o país pode estar calmo: saíram ou vão sair acusados de assassinatos, violações, etc., mas não será libertado Mário Machado, o dirigente dos skinheads, que é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião. Tudo na longa manutenção de prisão preventiva de Mário Machado é estranho e aponta para razões puramente políticas, o que é inadmissível numa democracia."
Confesso que acho Pacheco Pereira um personagem previsível e aborrecido. A sua estratégia de identificar o lado politicamente correcto de qualquer tema sobre o qual se debruça e, em consequência disso, colocar-se do outro lado da barricada, há muito se tornou óbvio e cansativo.
E como é habitual em muitos opinion makers que debitam palavras ao quilo sobre todo e qualquer assunto, por vezes escorregam na sua própria verborreia e espalham-se completamente. No caso vertente, caso escrevesse pior e não soubesse falar português, poderia dizer-se que Pacheco Pereira está para o comentário político como Rui Santos para o comentário futebolístico.
Apesar de todos os disparates acumulados nos últimos anos, confesso que não estava à espera da prosa acima transcrita sobre a prisão do skinhead Mário Machado. É possível que mais uma vez Pacheco Pereira tenha abordado o problema de forma Coca Cola light. Na sua forma, já lendária, de dar o devido enquadramento histórico e social aos temas tão profundos é possível que Pacheco Pereira pense que um skinhead dos nossos tempos ainda se encaixa na definição de skinhead da década de 50. É possível, mas se assim é, está errado. O skinhead Mário Machado e toda a sua pandilha são descendentes directos do movimento skinhead que acordou de forma ruidosa e brutal, colado aos fascistas da National Front durante o consulado da sua querida Margaret Thatcher.
Depois vem o disparate. Afirma Pereira que Mário Machado "é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião". Não sei a que países Pereira se refere, mas eu também conheço democracias em que incitar ao ódio racial é crime, e não compreendo o que faz essas democracias "inferiores" às democracias que Pereira conhece. Quando não há razão para a razão, nada melhor que recorrer aos generalismos do costume.
E depois há uma pequena comichãozita no meio disto tudo. É que Machado foi preso na sequência de, num fantástico momento de televisão, andar a exibir armas de guerra, que um cidadão comum não pode ter em sua posse (é a lei, Pacheco... é uma chatice...), e a abaná-las como se fosse um espanador do pó em frente do nariz da repórter da TV.
E porque carga de água se deve considerar Machado um preso político? Que ideias políticas é que se lhe conhece? Que impacto tem a actividade política do seu grupo de merry men na sociedade portuguesa? O que é que lhe saiu pela boca fora que terá feito tremer os alicerces da democracia portuguesa? Se calhar ainda vamos ver Pacheco Pereira a afirmar que Mário Machado é o Nelson Mandela português.
Se calhar o exemplo não foi o mais feliz...
(Take The Skinheads Bowling, Camper Van Beethoven)
"temos um interessante critério político na "pressa" em evitar a saída de alguns presos preventivos. Alguém, pressuroso, informou os órgãos de comunicação social que o país pode estar calmo: saíram ou vão sair acusados de assassinatos, violações, etc., mas não será libertado Mário Machado, o dirigente dos skinheads, que é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião. Tudo na longa manutenção de prisão preventiva de Mário Machado é estranho e aponta para razões puramente políticas, o que é inadmissível numa democracia."
Confesso que acho Pacheco Pereira um personagem previsível e aborrecido. A sua estratégia de identificar o lado politicamente correcto de qualquer tema sobre o qual se debruça e, em consequência disso, colocar-se do outro lado da barricada, há muito se tornou óbvio e cansativo.
E como é habitual em muitos opinion makers que debitam palavras ao quilo sobre todo e qualquer assunto, por vezes escorregam na sua própria verborreia e espalham-se completamente. No caso vertente, caso escrevesse pior e não soubesse falar português, poderia dizer-se que Pacheco Pereira está para o comentário político como Rui Santos para o comentário futebolístico.
Apesar de todos os disparates acumulados nos últimos anos, confesso que não estava à espera da prosa acima transcrita sobre a prisão do skinhead Mário Machado. É possível que mais uma vez Pacheco Pereira tenha abordado o problema de forma Coca Cola light. Na sua forma, já lendária, de dar o devido enquadramento histórico e social aos temas tão profundos é possível que Pacheco Pereira pense que um skinhead dos nossos tempos ainda se encaixa na definição de skinhead da década de 50. É possível, mas se assim é, está errado. O skinhead Mário Machado e toda a sua pandilha são descendentes directos do movimento skinhead que acordou de forma ruidosa e brutal, colado aos fascistas da National Front durante o consulado da sua querida Margaret Thatcher.
Depois vem o disparate. Afirma Pereira que Mário Machado "é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião". Não sei a que países Pereira se refere, mas eu também conheço democracias em que incitar ao ódio racial é crime, e não compreendo o que faz essas democracias "inferiores" às democracias que Pereira conhece. Quando não há razão para a razão, nada melhor que recorrer aos generalismos do costume.
E depois há uma pequena comichãozita no meio disto tudo. É que Machado foi preso na sequência de, num fantástico momento de televisão, andar a exibir armas de guerra, que um cidadão comum não pode ter em sua posse (é a lei, Pacheco... é uma chatice...), e a abaná-las como se fosse um espanador do pó em frente do nariz da repórter da TV.
E porque carga de água se deve considerar Machado um preso político? Que ideias políticas é que se lhe conhece? Que impacto tem a actividade política do seu grupo de merry men na sociedade portuguesa? O que é que lhe saiu pela boca fora que terá feito tremer os alicerces da democracia portuguesa? Se calhar ainda vamos ver Pacheco Pereira a afirmar que Mário Machado é o Nelson Mandela português.
Se calhar o exemplo não foi o mais feliz...
(Take The Skinheads Bowling, Camper Van Beethoven)
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
The Land of the Free
Goste-se ou não, não conheço mais nenhum país onde um idiota chapado possa colocar um cartaz destes na via pública e ainda ter tempo de antena para defender as suas... digamos, ideias.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Bolas fora
A respeito da eleição de Catherine Ashton para Alta Representante para a Política Externa da UE e Vice-Presidente da Comissão Europeia, afirmou a sempre espectacular Ana Gomes:
"Eu – que admiro o d’Alema – considerei preferível a Ashton. E não apenas por ela ser mulher: mas por ser britânica. "
(A Girl Like You, Edwyn Collins)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
O PSD é sexy
Uma notícia do Público de hoje anuncia que a auto-denominada "Geração social-democrata de 70" vai apoiar a candidatura de Passos Coelho à liderança do PSD. Lido desta forma, dá ideia que iríamos assistir a uma onda laranja cavalgada por Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa de longas barbas à Che Guevara, calças à boca de sino e camisas com colarinhos em forma de asa delta, de braço dado com Helena Roseta e a foto de Francisco Sá Craneiro em fundo, a cantar o Paz, Pão, Povo e Liberdade num grandioso comício de apoio ao nóvel e putativo líder social democrata.
Uma leitura mais atenta do artigo de Leonete Botelho (*) liberta-nos desta visão dantesca e faz-nos ver a luz. Por qualquer motivo que não é explicado, a "Geração social-democrata de 70" chama-se assim porque os seus membros nasceram nessa década e não por deixarem a sua marca nessa década. A partir deste momento os sixties não representaram mais a década dos Beatles ou Stones, mas sim os forties, e a década de 70 será um simples rodapé na história do cinema norte-americano, porque apesar de "Tubarão", "Cavaleiros do Asfalto" ou "O Padrinho", os seus autores nasceram na década de 40 (na realidade, Coppola nasceu em 39, mas o pessoal arredonda).
Mauro Xavier, director da Microsoft Portugal, e um dos rostos deste movimento afirma, e passo a citar: "...temos uma visão diferente do rumo que o país deveria seguir para um Portugal mais moderno". O grupo decidiu avançar, ontem, numa reunião realizada em Fátima (o simbolismo de um Portugal moderno, sem dúvida) e pretende fazer um "corte geracional com os rostos e as soluções já testadas do passado", numa clara alusão a uma eventual candidatura (já negada pelo próprio em diversas ocasiões) de Marcelo Rebelo de Sousa.
Fico a aguardar com enorme ansiedade novidades deste movimento de apoio a Passos Coelho, cuja face visível é a de um homem que jura que a Microsoft é sexy.
(*) A ler, a crónica do Provedor do Leitor sobre as queixas apresentadas relativamente a um artigo escrito pela jornalista Leonete Botelho.
(Sexy Motherfucker, Prince)
Uma leitura mais atenta do artigo de Leonete Botelho (*) liberta-nos desta visão dantesca e faz-nos ver a luz. Por qualquer motivo que não é explicado, a "Geração social-democrata de 70" chama-se assim porque os seus membros nasceram nessa década e não por deixarem a sua marca nessa década. A partir deste momento os sixties não representaram mais a década dos Beatles ou Stones, mas sim os forties, e a década de 70 será um simples rodapé na história do cinema norte-americano, porque apesar de "Tubarão", "Cavaleiros do Asfalto" ou "O Padrinho", os seus autores nasceram na década de 40 (na realidade, Coppola nasceu em 39, mas o pessoal arredonda).
Mauro Xavier, director da Microsoft Portugal, e um dos rostos deste movimento afirma, e passo a citar: "...temos uma visão diferente do rumo que o país deveria seguir para um Portugal mais moderno". O grupo decidiu avançar, ontem, numa reunião realizada em Fátima (o simbolismo de um Portugal moderno, sem dúvida) e pretende fazer um "corte geracional com os rostos e as soluções já testadas do passado", numa clara alusão a uma eventual candidatura (já negada pelo próprio em diversas ocasiões) de Marcelo Rebelo de Sousa.
Fico a aguardar com enorme ansiedade novidades deste movimento de apoio a Passos Coelho, cuja face visível é a de um homem que jura que a Microsoft é sexy.
(*) A ler, a crónica do Provedor do Leitor sobre as queixas apresentadas relativamente a um artigo escrito pela jornalista Leonete Botelho.
(Sexy Motherfucker, Prince)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Isto anda tudo ligado
Esta semana, durante uma noite de insónia, presumo que terça ou quarta-feira, tive a oportunidade de ver um pequeno frente-a-frente entre João Soares e Teresa Caeiro na SIC Notícias, ou seja um snob de esquerda e uma snob de direita, onde se falava com grande superioridade moral dos escândalos financeiros que têm abalado o país em épocas recentes. A palavra "abalado" está aqui colocada de forma um pouco forçada. Tirando a derrota do Benfica em Braga no próximo Sábado, pouca coisa poderá abalar este país...
Dizia João Soares com toda a sobranceria que as golpadas no BPN e BPP manchavam de forma indelével o PSD visto estarem envolvidos altos quadros do cavaquismo e era urgente apurar todas as responsabilidades e punir os culpados em conformidade. E de tabela louvava o trabalho efectuado pelo CDS nas comissões parlamentares envolvidas neste assunto.
Teresa Caeiro, que é tia mas não é parva, e percebia bem o alcance da palavra "Cavaco", vociferava contra o apoio financeiro desmesurado e aparentemente sem limites dado pelo governo às instituições em questão.
Na manhã seguinte fomos acordados com as notícias da Operação Face Oculta e do envolvimento de Armando Vara, José Penedos e Paulo Penedos, entretanto constituídos arguidos no âmbito da referida operação.
O Diógenes é que tinha razão...
(Vampiros, José Afonso)
Dizia João Soares com toda a sobranceria que as golpadas no BPN e BPP manchavam de forma indelével o PSD visto estarem envolvidos altos quadros do cavaquismo e era urgente apurar todas as responsabilidades e punir os culpados em conformidade. E de tabela louvava o trabalho efectuado pelo CDS nas comissões parlamentares envolvidas neste assunto.
Teresa Caeiro, que é tia mas não é parva, e percebia bem o alcance da palavra "Cavaco", vociferava contra o apoio financeiro desmesurado e aparentemente sem limites dado pelo governo às instituições em questão.
Na manhã seguinte fomos acordados com as notícias da Operação Face Oculta e do envolvimento de Armando Vara, José Penedos e Paulo Penedos, entretanto constituídos arguidos no âmbito da referida operação.
O Diógenes é que tinha razão...
(Vampiros, José Afonso)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Pode repetir, sff
‘É um Governo sonso, enganador, porque na parte em que inovou parece fraco, mas não é’. (Marcelo Rebelo de Sousa)
...ou quando a língua é mais rápida que o cérebro.
Para um futuro candidato à liderança do PSD, começar por elogiar o novo governo de Sócrates, parece-me um bocado forçado. Ou então é a kryptonite laranja a fazer o seu efeito por antecipação.
Se eu fosse o Marcelo Rebelo de Sousa diria que o Marcelo Rebelo de Sousa está a tentar ser líder do PSD para poder sair da RTP de forma pacífica e daqui a 6 meses ser chutado borda fora do partido e voltar ao convívio semanal com o seu amigo Júlio Magalhães na TVI, de onde saiu pelo motivo que se sabe. Mas eu não sou o Professor Marcelo.
(That's Entertainment, The Jam)
...ou quando a língua é mais rápida que o cérebro.
Para um futuro candidato à liderança do PSD, começar por elogiar o novo governo de Sócrates, parece-me um bocado forçado. Ou então é a kryptonite laranja a fazer o seu efeito por antecipação.
Se eu fosse o Marcelo Rebelo de Sousa diria que o Marcelo Rebelo de Sousa está a tentar ser líder do PSD para poder sair da RTP de forma pacífica e daqui a 6 meses ser chutado borda fora do partido e voltar ao convívio semanal com o seu amigo Júlio Magalhães na TVI, de onde saiu pelo motivo que se sabe. Mas eu não sou o Professor Marcelo.
(That's Entertainment, The Jam)
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Gajas, gajas, gajas
Esta madrugada, na TVI24, uma das habituais luminárias que pululam entre os 5,678 programas de debates políticos dos 3 canais de notícias afirmava que a única coisa boa do novo governo era ser integrado por 5 mulheres.
Fico mais descansado. Podia ser bem pior. A melhor coisa do novo governo podia ser ainda não ter tomado posse. Sendo assim fico a aguardar com enorme esperança o dia em que um novo governo seja louvado por apresentar 7 mulheres, 2 transsexuais e 1 fox terrier.
(My Girls, Animal Collective)
Fico mais descansado. Podia ser bem pior. A melhor coisa do novo governo podia ser ainda não ter tomado posse. Sendo assim fico a aguardar com enorme esperança o dia em que um novo governo seja louvado por apresentar 7 mulheres, 2 transsexuais e 1 fox terrier.
(My Girls, Animal Collective)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O Eixo do Mal
O melhor programa de debate político (e de tudo o resto, provavelmente...) da televisão portuguesa está aqui. Elitista, radical, excessivo, incisivo, parcial. Se não tiverem tempo para ver tudo, recomendo vivamente os primeiros 2 minutos.
Para quem quiser ver o grande momento da noite eleitoral de ontem.
(The Last Of The Famous International Playboys, Morrissey)
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A Grande Depressão
Uma sondagem SIC / RR dá maioria absoluta a Rui Rio nas eleições do próximo Domingo. Uma atitude estúpida de Fernando Gomes, uma gestão irresponsável de Nuno Cardoso e uma má candidata do PS (mas que acredito profundamente poder ter tudo para ser uma excelente Presidente da Câmara) vão dar um terceiro mandato a um autarca que tem demonstrado ano após ano não ter uma ideia para a cidade / não ter uma ideia do que é esta cidade.
Apesar de tudo, apesar da desastrada campanha, apesar de não poder votar na minha cidade, (e também porque não gosto de colaboracionistas) este Dupond gostava de ver Elisa Ferreira na Câmara do Porto.
(Town With No Cheer , Tom Waits)
Apesar de tudo, apesar da desastrada campanha, apesar de não poder votar na minha cidade, (e também porque não gosto de colaboracionistas) este Dupond gostava de ver Elisa Ferreira na Câmara do Porto.
(Town With No Cheer , Tom Waits)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Diria mesmo mais...
http://jumento.blogspot.com/2009/09/pior-emenda-do-que-o-soneto.html
(Benvindo Sr. Presidente, Sérgio Godinho)
(Benvindo Sr. Presidente, Sérgio Godinho)
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