Mostrar mensagens com a etiqueta PSD. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PSD. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sandes Bites #3

Em declarações à RTP, Manuela Ferreira Leite afirmou que "espera que próximo líder não seja escolhido pelo aspecto", confirmando a versão de alguns analistas que defendem que a famosa Lei da Rolha pode não ter sido proposta a pensar exclusivamente na crítica aos líderes, mas também nas parvoíces que saem da boca dos ditos líderes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sandes Bites #2 - Deve ser da água...


Depois dos 6 meses sem democracia, os 60 dias sem críticas aos líderes... Depois da asfixia democrática, a auto-asfixia. Como diria a Hermínia Silva, "anda Pacheco!"

quarta-feira, 3 de março de 2010

O debate dos candidatos à liderança no PSD


Entre as 22h00 e as 22h30 o Pedro exclamou Oh! Paulo 243 vezes, e o Paulo suspirou Oh! Pedro 218 vezes.

Por 3 vezes o Paulo apontou o dedinho ao Pedro acusando-o de defender posições propostas pelo governo.

Por 6 vezes o Paulo deixou bem claro que desde Junho não tem qualquer cargo directivo, mas sempre se manteve solidário com a Doutora e nunca disse mal dela, ao contrário de outros.

Por 2 vezes o Pedro confrontou o Paulo pedindo para ele ser claro, querendo saber se ele (Paulo) se referia a ele (Pedro).

O resto, foi o paleio sem interesse do costume.

Grande vencedor: o Pedro que esteve 2% do tempo a olhar na direcção do Paulo, 11% na direcção da câmara, e o resto do tempo a olhar profundamente para a Ana Lourenço, que é bem mais giraça que o Paulo (não desfazendo).

Nota final: Será que no debate entre o Paulo e o Zé, estes se vão tratar por Paulo e por Zé? E quem vai ter a iniciativa de chamar Judas ao outro?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Força, força companheiro Vasco


Sob o título "É o PSD desnecessário?" o quase sempre excelente Vasco Pulido Valente tenta responder à pergunta, cuja única resposta é "obviamente". Afirma VPV,

"A ironia é que o PSD não se entende com o Portugal moderno ou "modernizado" que ele próprio, no "cavaquismo", criou. Um Portugal urbano (mesmo na província); um Portugal permissivo, indiferente à moral cristã; um Portugal a que o Estado-Providência vai garantindo uma vida obviamente mísera mas não desesperada; e, sobretudo, um Portugal dividido entre uma classe média com uma cultura de massa e sem definição exacta e uma subclasse amorfa, que não é reconhecível ou tratável pelas velhas categorias da teoria clássica (o campesinato, o proletariado e por aí fora)."

Ao longo de vários anos e muitas crónicas é notório o desprezo de Pulido Valente por Cavaco, apesar de nunca o afirmar abertamente. VPV é um saudosista de Sá Carneiro, esse D. Sebastião do centro-direita portuguesa, falecido há três décadas e cujo papel no Portugal do século XXI é tão relevante como o do Gato Félix. Aliás, este é um estranho ponto em comum entre VPV e Pedro Santana Lopes que usa e abusa da figura de Sá Carneiro para, de forma muito pouco subtil, se apresentar ao mundo como herdeiro do "pensamento" do fundador do PPD/PSD, como ele gosta de dizer.

E qual foi o "crime" de Cavaco aos olhos de VPV? Simplesmente o de ter esvaziado completamente o PSD de sentido ideológico, tornando-o num antro de tecnocratas e arrivistas da província sem qualquer sentido de Estado, umas figuras vazias que se mantiveram á sombra do chefe e que se retiraram para os tachos do costume, à primeira oportunidade. E sem a ideologia, usurpada pelo alinhamento do PS à direita sempre que se encontra no governo, e sem as referências da direita "moderna" (direita "moderna" no sentido do Don Camilo de Guareschi) esgrimidas sem qualquer pudor pelo CDS de Paulo Portas que, nas sua ânsia de chegar ao verdadeiro poder não tem pejo em defender posições queridas da extrema-direita europeia, o que resta ao PSD de VPV? A eterna saudade. Que repouse em paz.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O PSD, sempre o PSD...

Quando parecia que a quota de insanidade semanal do PSD tinha sido ultrapassada em grande estilo pelas afirmações surrealistas de Manuela Ferreira Leite sobre o primeiro-ministro, dizendo que este se encontra sob suspeita, uma vez que o povo português não conhece o «conteúdo das escutas» das conversas entre José Sócrates e Armando Vara no processo Face Oculta, desbaratando de uma só assentada várias leis da República e chutando para canto a lei do bom senso, eis que da direita baixa surge mais um ataque ao governo Sócrates sob a forma de suspeição, essa arma de arremesso em que o PSD se tornou especialista nos últimos anos.


Numa altura em que Portugal necessitava de uma oposição forte, com propostas concretas para os graves problemas que o país enfrenta, eis que o PSD se lembra de ir desenterrar uma comissão de inquérito à Fundação das Comunicações Móveis com o intuito de denegrir uma das principais bandeiras eleitorais de José Sócrates. Como falta de timing não podia ser pior. As eleições já passaram há muito e o impacto causado pelas eventuais conclusões desta comissão será completamente abafado em função dos putativos benefícios usufruídos pelas criancinhas e pelos seus babados paizinhos. Cobrir-se de ridículo à custa do dinheiro dos contribuintes não deveria ser um dos atributos dos deputados da Nação. Se existem indícios que algo foi feito à margem da lei, entregue-se o caso ao Ministério Público. E proceda-se em conformidade.

Obviamente que o PSD está à espera, ao mandar esta carta para a mesa, de replicar o efeito da comissão de inquérito à Fundação Prevenção e Segurança, em 2001, ao tempo da governação de António Guterres, e que levou à demissão de... Armando Vara. Mas das duas, uma: ou o PSD mostra de uma vez por todas os trunfos que tem na manga e deixa-se das insinuações costumeiras, ou as intervenções dos membros da dita comissão arriscam-se a parecer excertos de episódios dos Ficheiros Secretos.

(Liars A to E, Dexys Midnight Runners)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Chico Fininho

Nunca percebi bem o interesse público da pergunta, mas sempre que aparece alguém candidato a um determinado cargo de destaque político, o jornalista, mais cedo ou mais tarde, atira com a dita para cima da mesa:

"Já fumou droga?"

Não me passa pela cabeça porque motivo o cidadão comum tenha interesse em saber se Pedro Passos Coelho fumou ou não droga. Ainda por cima a questão foi levantada na sequência de uma entrevista relacionada com a candidatura de PPC a líder do PSD, e não numa qualquer campanha de penalização/despenalização do consumo. O candidato deu a sua resposta e o entrevistador continuou a sua tarefa com questões que nada tinham a ver com o tema. A modos como se alguém lhe tivesse colocado um papelinho no bolso para quando tivesse uma branca ou falta de assunto.

Não fiquei particularmente espantado visto este tipo de entrevistas acabarem por ser uma mini-biografia do entrevistado, com uma ou duas frases avulsas que permitam distinguir o "pensamento" do próprio no meio da carneirada. Até aqui tudo bem. O busílis está na resposta, verdadeiro momento zen do candidato, uma autêntica epifânia. Num espectacular passe de mágica PPC mascarou-se de Bill Clinton português. Não, não é isso que estão a pensar.

Mostrando um enorme engenho e muito pouca angústia no momento do penalty, PPC revelou ao mundo que sim, é verdade, já tinha fumado haxixe. Não revela se, ao contrário de Bill Clinton, inalou. Mas revela, numa total candura, que não sabia o que estava a fumar, e só o veio a saber alguns dias mais tarde.

É bonito. E ao mesmo tempo um pouco inquietante. Significa que temos um potencial candidato a candidato a primeiro-ministro que fuma, sem questionar, a primeira merda que lhe põem à frente.

Caro PPC, eu conheço uma pessoa que tomou pílulas anti-concepcionais pensando que estava a tomar speeds. E, de seguida, agiu em conformidade. Trinta anos depois ainda é tema de gozo. Sugiro que, subtilmente, tente perceber quais foram os seus amigos que leram a sua entrevista de hoje.

(The Drugs Don't Work, The Verve)

domingo, 15 de novembro de 2009

O PSD é sexy


Uma notícia do Público de hoje anuncia que a auto-denominada "Geração social-democrata de 70" vai apoiar a candidatura de Passos Coelho à liderança do PSD. Lido desta forma, dá ideia que iríamos assistir a uma onda laranja cavalgada por Pedro Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa de longas barbas à Che Guevara, calças à boca de sino e camisas com colarinhos em forma de asa delta, de braço dado com Helena Roseta e a foto de Francisco Sá Craneiro em fundo, a cantar o Paz, Pão, Povo e Liberdade num grandioso comício de apoio ao nóvel e putativo líder social democrata.

Uma leitura mais atenta do artigo de Leonete Botelho (*) liberta-nos desta visão dantesca e faz-nos ver a luz. Por qualquer motivo que não é explicado, a "Geração social-democrata de 70" chama-se assim porque os seus membros nasceram nessa década e não por deixarem a sua marca nessa década. A partir deste momento os sixties não representaram mais a década dos Beatles ou Stones, mas sim os forties, e a década de 70 será um simples rodapé na história do cinema norte-americano, porque apesar de "Tubarão", "Cavaleiros do Asfalto" ou "O Padrinho", os seus autores nasceram na década de 40 (na realidade, Coppola nasceu em 39, mas o pessoal arredonda).

Mauro Xavier, director da Microsoft Portugal, e um dos rostos deste movimento afirma, e passo a citar: "...temos uma visão diferente do rumo que o país deveria seguir para um Portugal mais moderno". O grupo decidiu avançar, ontem, numa reunião realizada em Fátima (o simbolismo de um Portugal moderno, sem dúvida) e pretende fazer um "corte geracional com os rostos e as soluções já testadas do passado", numa clara alusão a uma eventual candidatura (já negada pelo próprio em diversas ocasiões) de Marcelo Rebelo de Sousa.

Fico a aguardar com enorme ansiedade novidades deste movimento de apoio a Passos Coelho, cuja face visível é a de um homem que jura que a Microsoft é sexy.

(*) A ler, a crónica do Provedor do Leitor sobre as queixas apresentadas relativamente a um artigo escrito pela jornalista Leonete Botelho.

(Sexy Motherfucker, Prince)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pode repetir, sff

‘É um Governo sonso, enganador, porque na parte em que inovou parece fraco, mas não é’. (Marcelo Rebelo de Sousa)

...ou quando a língua é mais rápida que o cérebro.

Para um futuro candidato à liderança do PSD, começar por elogiar o novo governo de Sócrates, parece-me um bocado forçado. Ou então é a kryptonite laranja a fazer o seu efeito por antecipação.

Se eu fosse o Marcelo Rebelo de Sousa diria que o Marcelo Rebelo de Sousa está a tentar ser líder do PSD para poder sair da RTP de forma pacífica e daqui a 6 meses ser chutado borda fora do partido e voltar ao convívio semanal com o seu amigo Júlio Magalhães na TVI, de onde saiu pelo motivo que se sabe. Mas eu não sou o Professor Marcelo.

(That's Entertainment, The Jam)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PSD vs Saramago

Um tipo do PSD de que não recordo o nome (e isso acontece-me com quase todos os tipos do PSD, particularmente com os que são vice-presidentes do Parlamento Europeu) veio a terreiro exigir que Saramago renunciasse à nacionalidade portuguesa e virasse espanhol por ter dito o que disse sobre a Bíblia.

Depois do Paulo Portas ter agradecido à Senhora por ter poupado as praias portuguesas ao crude do Prestige, encharcando os mejillones galegos, chegou a vez do PSD converter em espanhóis os portugueses blasfemos.

Espero que este tipo de medida não faça doutrina entre as hostes laranjas: se todos os que afirmarem algo com que um dirigente do PSD não concorde se virem forçados a renunciar à nacionalidade, Portugal vai ficar um bocado vazio. É que nem o Professor Marcelo escapa!