Depois veio a matéria de facto. DRC desunhou-se para demonstrar que a sua tese de que o homem da Prosegur devia e podia estar ali e é um assistente desportivo, por forma a permitir o enquadramento jurídico que lhe deu. E foi buscar, em defesa da sua dama, uma portaria do governo (do MAI?) que obriga à presença de “stewards” em recintos com capacidade superior a 25.000 pessoas. Portanto, no seu entender, aquela figura é vital para a realização dos jogos. Nesta altura, confesso, pasmei.
Ex-aluno (cábula) de Direito (onde não passei das meias-finais), pensei logo em duas coisas:
- se para recintos com capacidade acima de 25.000 pessoas é obrigatória a presença de “stewards”, abaixo daquela capacidade não o é. Ou seja: se o Hulk agredir um “steward” no Estádio dos Arcos, leva 3 jogos (o “steward” não tem de lá estar, pela citada portaria). Na Luz, leva 4 meses.
- por outro lado, a “interpretação extensiva” de DRC foi ironicamente curta. A obrigatoriedade da presença dos ditos senhores está condicionada à capacidade do estádio ou seja, entendeu o legislador que a presença de “stewards” é necessária quando o potencial número de espectadores ultrapasse aquele número. Fácil se torna perceber que entende o governo que devem as forças policiais ser auxiliadas, no que ao público diz respeito, por forças de segurança privada, coordenadas pelo director de segurança do estádio.
Ora se os “stewards” têm por função única auxiliar no controlo do público, que raio faz uma criatura dessas num túnel de acesso aos balneários? Havia risco de invasão de campo? Estavam os Super Dragões ou os No Name Boys a passar a vedação para dar uma tareia ao árbitro?
Isto não impede, nem branqueia, o comportamento dos jogadores no túnel (aliás, acho estranho que só se fale do Hulk e do Sapunaru népias). Foi um comportamento errado (com ou sem atenuantes) e que merece castigo. O problema está tão somente na definição do castigo.
Por outro lado, para os que acham que os 3 jogos ao Hulk é um castigo curto (e eu até estou de acordo), lembro que na verdade ele cumpriu 17.
Os pensamentos iluminados de duas mentes brilhantes escorrem pelas páginas deste coiso.
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Ricardo Costa #4
Perguntado se é benfiquista, respondeu que isso é irrelevante. O que conta é a competência. Interrogo-me para que raio servirá, no direito, o incidente de suspeição... Mas como o DRC bem disse, o direito civel ou criminal e o desportivo não se cruzam nem contaminam. às vezes há que reconhecer que é pena...
Ricardo Costa #2
Ficamos a saber várias coisas. Uma, é que o CD da Liga, como repetiu muitíssimas vezes, é uma equipa de cinco elementos da qual ele é (mais um) humilde servidor (ainda que líder, acrescentou). De acordo. Mas alguém me sabe dizer o nome de outro conselheiro? Bem me parecia…
Ricardo Costa #1
Assisti ontem com toda a atenção à entrevista do presidente do CD da Liga, ou não estivesse lá a extraordinária Ana Lourenço que, beleza à parte, tem o extraordinário dom de fazer as perguntas mais difíceis sempre de forma moderada e sóbria.
O Dr. Ricardo Costa (DRC), em contraponto com a entrevistadora, estava bastante agitado. Ao inglês “stiff upper lip” o DRC respondeu com um lusitano “sweaty upper lip”.
O Dr. Ricardo Costa (DRC), em contraponto com a entrevistadora, estava bastante agitado. Ao inglês “stiff upper lip” o DRC respondeu com um lusitano “sweaty upper lip”.
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