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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Grazie Gianluca!

Antes que comecem os comentários rafeiros a acusarem-me de colocar fotos de gajas boas para ver se melhoro o número de acessos ao blogue, quero deixar aqui bem claro que esta posta é sobre futebol e que não alinho nessas merdas sexistas (ok, chega de aplausos).

Não tenho visto muitos jogos do Euro mas, felizmente, acho que vi os jogos todos da selecção italiana. Numa altura em que um dos meus ídolos futebolísticos (o senhor que faz a faxina em casa da menina da foto) se prepara para arrumar as botas, é um privilégio vê-lo actuar ao mais alto nível (como diria o Freitas Lobo) ou a top (como diria o Carlos Carvalhal). E se tudo correr bem, irei vê-lo levantar o caneco no próximo Domingo à noite, contra os espanhóis. Com jeitinho, ainda leva no trombil quando chegar a casa com mais entulho, já não deve haver lugar para mais troféus.

Esquecerem-se do Gianluca quando andam a fazer aquelas listas de melhores de todos os tempos e da galáxia de Andrómeda, onde incluem a tropa do costume, sem esquecer o Puskas, o Stanley Matthews e o Jeremiah McChicken, do tempo do arroz de 15, é não perceber que o futebol se joga com onze jogadores.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Análise científica às selecções do Euro 2012

Terminada a primeira jornada da fase de grupos do Euro, cabe ao analista fazer uma avaliação das equipas em competição de modo a identificar os verdadeiros candidatos. Tive a oportunidade de ver dois jogos (Itália-Espanha e Holanda-Dinamarca) e meio (Alemanha-Portugal) e de ouvir opiniões abalizadas de comentadores experientes, acção desenvolvida enquanto programo a box para as gravações semanais da Fox Crime.

Como devem calcular isto não é tarefa fácil. Vou tentar simplificar ao máximo de modo a não confundir as vossas cabecinhas frágeis, preocupadas que estão em lembrar-se se colocaram o número suficiente de Super Bocks no congelador para oferecer aos colas dos vossos amigos que, tal como vocês, vão sair mais cedo do trabalho para se alaparem no vosso sofá a ver o Dinamarca-Portugal.

Candidatos a sério:
Na realidade, só há 2. A Alemanha e a Espanha. Os alemães, que já ganharam mais títulos internacionais que as outras equipas juntas, já estão há muito tempo sem deitar a luva ao caneco. Como tal, a estatística joga a favor deles. Os espanhóis, que a jogar como o Barcelona, ganharam as duas últimas competições de selecções, estão desfalcados do Messi, que foi golear brasileiros para os Estados Unidos. Mesmo assim, caso o Del Bosque se lembre que tem avançados no banco, deve dar para ganhar isto com uma perna às costas.

Candidato a brincar mas que pode ser levado a sério:
A Holanda. Tal como os portugueses, os holandeses têm um problema grave. Pensam que o futebol se joga com uma só baliza. Mas ao contrário de Portugal, pensam que é a baliza do adversário. O que os leva a borrifarem-se para a defesa com resultados, por vezes, menos interessantes, mesmo quando jogam contra equipas como os sornas dos dinamarqueses.

Candidatos a brincar que não podem ser levados a sério:
Inglaterra e Portugal. Duas equipas que, por mistério insondável, são colocados nas listas de candidatos de 2 em 2 anos, mas que nunca ganharam a ponta de um corno. Ou melhor, a Inglaterra já ganhou, mas nessa altura a TV ainda era a preto-e-branco. Tecnicamente, não conta. É como dizer que o Uruguai já foi bicampeão do mundo. Para os ingleses, o futebol é atletismo com bola e a única coisa relevante nesta equipa, é saber quem é o jogador que tem uma namorada/mulher que o John Terry ainda não conheceu, como Abraão conheceu Sara.

Candidatos que jogam um futebol "inteligente":
Itália, Grécia, Dinamarca. Na gíria futebolística, futebol "inteligente" é sinónimo de equipas que não saem do coqueiro nem que na baliza adversária esteja a Hope Solo (quem não sabe quem é, ver foto em anexo - corja de ignorantes!), equipas cujos jogos representam a cura para a insónia e que no seu plantel têm um número significativo de armários que dão lenha como se não houvesse amanhã.

sábado, 9 de junho de 2012

Portugal-Alemanha, um ensaio para a final

Tal como eu não previ, Portugal não foi esmagado pela Alemanha e a Dinamarca não perdeu (nem empatou) com a Holanda. Ainda por cima, ao contrário da Holanda que merecia ganhar (de longe) à Dinamarca, a Alemanha não jogou um charuto. Houve aqui grande mérito de Paulo Bento que, ao conseguir vulgarizar a Alemanha iniciando o jogo com Pereira, Veloso, Coentrão e Postiga, no onze titular, resolveu mostrar que na final, onze contra onze, não daremos a mínima hipótese. Ainda pensei que o seleccionador alemão, ao ver a linha portuguesa, retirasse de campo Khedira, Ozil e Shweinsteiger e mandasse alinhar Huguinho, Zézinho e Luisinho. Mas Joachim Low não demonstrou qualquer tipo de fairplay.
Portugal teve azar na forma como sofreu o golo. Moutinho tentou evitar o cruzamento com o rabo mas a dimensão do seu traseiro foi manifestamente insuficiente para o efeito. Estivesse em campo a Monica Belucci com a camisola de Portugal e a conversa seria outra. E depois, como Pepe estava a trocar SMS com o Mourinho, o Pereira ficou a marcar o Mario Gomez. Ora, isto equivale a dizer que um dos 7 anões tinha como missão marcar o Godzilla. E foi o que se viu. O Bosingwa é que se deve estar a rir...

Nota final: acabei de ver um senhor de óculos a dizer, na TV, que o Paulo Bento mostrou aos portugueses os motivos porque convocou o Nelson Oliveira. Também acho. O moço correspondeu às espectativas, mantendo a média de golos marcados na Liga nacional.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O génio, esse desconhecido

Andei a matutar sobre o que poderia escrever sobre o meio-campo da selecção nacional. Nomes dos jogadores à parte (e alguns nem conheço), não sobra muito para dizer.

Estava eu nisto, no meio da VCI, quando surge na Antena 1, um senhor do Sporting (que não me lembro o nome) a dizer que, no jogo com a Turquia, a Selecção tinha melhorado com a entrada do Custódio (foi ele que disse, não fui eu; eu nem vi o jogo). No entanto, continuou, com a saída do Miguel Veloso perdia-se o toque de genialidade no meio-campo português. Mais uma vez, foi ele que disse, não fui eu.

domingo, 3 de junho de 2012

Viva Portugal, a Super Bock e as alheiras de Mirandela!

Caso estejam a ler esta crónica em Marte e não tenham acesso a jornais e ligação à Internet (eu sei que sem ligação à Internet não liam esta crónica, não sou estúpido; e se vocês tivessem uma vida não liam estas merdas), no próximo fim-de-semana começa o Europeu de Futebol.

Tal como acontece desde o Euro 2000, somos os principais candidatos à vitória final. Ao que parece, jogamos ontem com a Turquia e só não empatamos por manifesto azar. Não vi o jogo, tal como não vi o jogo com a Macedónia ou Turquemenistão, ou lá o que foi, que acabou com uma quase vitória por 0-0. Tinha uma pizza ao lume e um homem tem de ter prioridades. Mas vi os últimos 5 minutos, o que deu tempo para apreciar aquele fantástico momento de vaudeville em que o Ricardo Costa chutou a bola contra o Pepe e deu origem ao terceiro golo do adversário. O Futebol Clube do Porto sempre formou centrais com veia goleadora.

Obviamente que vou torcer pela Selecção Nacional durante a fase de grupos. Depois, para manter o interesse e alimentar algumas apostas com os amigos, torço pela Holanda, como é habitual. Tal como Portugal, não ganham nada, mas jogam que se fartam. Não têm o melhor jogador do mundo, mas têm uns 14 ou 15 que, ao contrário do Ronaldo, sabem o que fazer a uma bola quando têm a camisola da Selecção vestida. Além disso produzem uns queijos excelentes, apresentam sempre umas claques de categoria e não têm vergonha na cara para aparecerem vestidos com um dos equipamentos mais azeiteiros da História do futebol.

Enquanto a chincha não começa a rolar no gramado, vou fazer uma pequena apreciação aos nossos representantes. Aqui vai:

Guarda-redes:
Excelente escolha! O guarda-redes titular é um rapaz que tem como ponto alto no CV não ter sido goleado pelo campeão inglês (ao contrário de uns e outros...). Pena é que se fique por aí. Nunca foi campeão e o seu registo nos jogos a sério (e não estou a falar em jogos com o Benfica, mas sim da Liga dos Campeões) não é o melhor. O guarda-redes suplente é também um jogador de prestígio. Podia ser oriundo do ilustre campeonato italiano, mas alguns problemas ao nível da competência devolveram-no à procedência. De qualquer modo, sofreu pouquíssimas derrotas ao longo da época, em que alinhou num considerável número de jogos (dois ou três). O terceiro guarda-redes é o único que sabe o que é ser campeão. Pena é que os tenha festejado no banco do Porto ou como titular de um clube de um país que tem tanto prestígio no futebol como Portugal no esqui alpino.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Memória selectiva ou amnésia colectiva?

Luís Filipe Vieira assumiu que este título "não é de Lisboa. Este título é de Portugal. O Benfica nasceu em Lisboa e tem muita honra na sua história, mas nunca se fechou, nem se deixou fechar. Nós somos do norte e do sul, qualquer lugar onde haja um benfiquista", disse Luís Filipe Vieira, no Salão Nobre da CML. Antes de oferecer uma camisola do clube ao anfitrião, o presidente das "águias" sublinhou ainda que o "título não foi ganho contra ninguém" e "é de todos aqueles que gostam de futebol". in Diário de Notícias de 11 de Maio.

A imprensa escrita e falada tem dado enorme destaque ao discurso de unidade e abertura que se tornou a imagem de marca de Luís Filipe Vieira nos últimos tempos. Leia-se, desde que ficou claro que o Benfica ficaria à frente do Porto no campeonato. Na hora da vitória, os conselheiros de Vieira ajudaram a disfarçar o habitual discurso troglodita do presidente benfiquista, tornando-o mais aberto, unificador e nacional. Por um lado causando um contraste com a imagem regionalista e sectária, em tempos justamente colada a Pinto da Costa e aos adeptos do Porto e, por outro lado, recuperando a imagem de União Nacional de que o clube beneficiou no tempo da outra senhora.

Foi nesta gente que teve origem a brilhante, mas pouco original, estratégia que visa demonstrar à sociedade o actual estado de descalabro em que se encontra o clube da cidade do Porto, atestando a caducidade do seu presidente Pinto da Costa. Mensagem que tem sido propagandeada em tudo que é jornal desportivo e programa televisivo "da especialidade". Um filme que já vimos várias vezes, sempre que, por milagre ou mérito, o Benfica supera o Porto na classificação. Mas a que esta gente volta sempre com enorme galhardia. Uma reprise da fita trapatoniana de 2005.

Nos últimos 20 anos os dois colossos lisboetas, e agora estou a juntar à imagem os vizinhos do outro lado da circular, espalharam o perfume do seu futebol pelos relvados nacionais com os seguintes resultados: 2 campeonatos, 4 taças de Portugal e 3 super-taças para o Sporting, 4 campeonatos, 3 taças de Portugal e 1 super-taça para o Benfica. Em termos absolutos, 9 troféus para o Sporting, 8 para o Benfica.

No mesmo período de tempo, a rapaziada cá de cima conquistou 14 campeonatos, 8 taças de Portugal e 12 super-taças. 34 troféus. Quem tiver dificuldade em contar deve usar uma calculadora. Os dedos das mãos e dos pés não chegam. O dobro (!) dos troféus conquistados por Sporting e Benfica juntos.

No entanto, estes números não chegam para demonstrar a vacuidade dos argumentos dos paladinos benfiquistas. Um troféu chega para cegar a multidão ululante. Um troféu. A taça de Portugal foi á vida numa derrota em casa com uma equipa que não se classificou para uma prova europeia. Foram afastados da Liga Europa com uma goleada em Liverpool que, por sua vez, foi eliminado pelo Atlético de Madrid, recentemente chegado da Liga dos Campeões, de onde havia sido afastado por um Porto de terceira categoria.

O Benfica é campeão com mérito. Se o Braga tivesse sido campeão, o mérito seria ainda maior. As armas esgrimidas entre os dois clubes, ao longo do ano, são incomparáveis. Mas se o Braga fez uma excelente época, porque atingiu um patamar nunca antes alcançado na história do clube, o Benfica fez, apenas, uma boa época. Sempre defendi que, para o meu clube, o FCPorto, ter uma grande época, não bastava ser campeão. Tinha de fazer um percurso de relevo na Liga dos Campeões, leia-se passar à fase de play-off, ou, em alternativa, conquistar a dobradinha. O Benfica não conseguiu nada disso.

Mas eu não sou adepto do Benfica. E para quem anda, há anos, a auto-denominar-se "maior clube do mundo" por causa do número de adeptos, argumento de fazer corar qualquer sócio de um clube da II divisão de Xangai, até feijão-frade parece caviar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Este Senhor explica (obrigado Francisco!)



"Há uma razão para irmos à Liga Europa e não à Champions: a Champions já ganhámos (bem como a Taça UEFA, a Taça dos Campeões, a Intercontinental, etc.); a Liga Europa, ainda não."


Para ler na íntegra, aqui.

O Túnel do Dragão



Os responsáveis portistas tentaram esconder do grande público mas, se olharem com atenção, conseguem ver o túnel do dragão aos 3, 44, 48 e 53 segundos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Incompetente

sexta-feira, 12 de março de 2010

Os Golos da Jornada #2

 "O resultado de 1-0 era um bom resultado. Estive para defender o um a zero, não o fiz mas se calhar devia tê-lo feito." Jorge Jesus, explicando que quando se anda a apanhar bonés durante um jogo inteiro e nos cai no colo um chouriço do tamanho do mundo, é preferível jogar como o Paços de Ferreira na Luz do que pensar que se é o Real Madrid. OK, se calhar este exemplo não foi o melhor...

"Não houve muitas dificuldades." Jorge Jesus a explicar porque é que ontem, o Benfica apenas goleou por 1-1.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Os Golos da Jornada #1

"O Benfica está a ser beneficiado? Em quê? Também posso considerar que tenha sido exagerada a pena de dois jogos aplicada ao Javi García." Rui Costa ao Record, manifestando a sua indignação pela violenta canelada que se abateu de forma infame sobre os indefesos pitons de Javi Garcia.

''Enquanto for possível conciliar as duas provas vamos fazê-lo, apesar de o calendário ser muito apertado. Mas, se tiver que abdicar de uma delas, não vai ser o campeonato, mas sim a Liga Europa." Jorge Jesus à SportTV, explicando porque, apesar de todos os boatos do defeso, nunca seria possível ser treinador do FCPorto.

"O Marselha tem história na Europa e uma equipa mais forte que a do Hertha. Será uma eliminatória disputada palmo a palmo." Jorge Jesus ao Mais Futebol, explicando que, tal como da última vez que o Benfica defrontou o Marselha, o resultado da eliminatória será decidido aos palmos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Alex Turner, dá-me a tua camisola!

E pronto! Já me lixaram a noite de 2 de Fevereiro! O sorteio da Taça de Portugal ditou um FCPorto-Sporting e, tudo indica, o jogo será agendado para o Dia Nacional dos Arctic Monkeys...

Aposto que vocês ficam lindos numa pista de dança, mas toca a mandar os SMS do costume cá para o rapaz, se faz favor.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Se tudo correr bem, é já para a semana

Estou mortinho para que o SLBenfica passe para a frente do cameponato. É que já não há paciência para a ginástica feita pelos comentadores da TV para tentarem mostrar que o Benfica vai à frente do campeonato ex-aequo, empatado, com os mesmos pontos, enfim... Se não fosse o minúsculo pormenor que não haver empate. Pelas regras em vigor, é o Braga que vai à frente do campeonato.

Se o Braga chegar ao final da Liga com os mesmos pontos que o SLBenfica, empatando na Luz, será que também vão dizer que o SLBenfica é campeão ex-aequo? Até pode ser verdade que, quando o Benfica não é campeão o país entra numa depressão colectiva. O problema é que enquanto o SLB vai à frente, o país vive uma bebedeira colectiva.

Lito Vidigal



Pode não ser o novo Mourinho, mas as equipas deste rapaz jogam a bola. E ontem à noite, no Dragão, bem podia ter causado uma surpresa se as perninhas do seu jogador Ronny não tremessem tanto na hora da verdade. Era merecido.

Ganhou o FCPorto. Também foi merecido.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Espelho meu...



Vai ser entregue hoje, na Assembleia da República, a petição pela verdade desportiva. Para os mal informados não se trata de uma petição para retirar todos os títulos conquistados pelo FCPorto nos últimos 30 anos. Isso já foi feito no ano passado e não resultou. É apenas uma forma de sensibilização do poder político para a utilização dos meios audiovisuais no futebol. Não estou a inventar, é assim mesmo.

Como exercício de auto-promoção não está nada mal. Vamos ver como reagem "os políticos" a esta causa nobre. Espero que não digam que, tal como o casamento gay, este não é um assunto prioritário. E, quem sabe, até se pode fazer um referendo...

Blackout

http://www.ojogo.pt/26-5/artigo841200.asp

Ridículo. Se as notícias (que não li por uma questão de higiene) são mentira ou difamatórias, processem o jornal ou o jornalista. Se não são, então o jornal fez o seu dever.

Fazer blackout é prejudicar os adeptos e quem gosta de futebol. Não faz sentido boicotar o órgão de comunicação social do adversário. É para dar este tipo de notícias que ele existe.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Há mouro na costa



(Thives In The Temple, Prince)

domingo, 13 de dezembro de 2009

5 anos



(Five Years, David Bowie)